was successfully added to your cart.

VEM AI CINEBIOGRAFIA SOBRE MICHAELA DEPRINCE

By April 5, 2018Journal
Michaela DePrince

VEM AI CINEBIOGRAFIA SOBRE MICHAELA DEPRINCE

Quem vê a trajetória profissional de Michela DePrince- passagem por companhias renomadas como American Ballet Theatre; atual posto de solista da Dutch National Opera & Ballet; estrela do clipe de Beyónce- muitas vezes não imagina a história de vida dela antes de conseguir alcançar seu sonho de ser uma bailarina profissional. A história inspiradora de Michaela foi contada em um livro escrito por ela em conjunto com sua mãe adotiva Elaine DePrince, “O Voo da Bailarina: De órfã de guerra ao estrelato”. E recentemente foi anunciado que ela ganhará uma cinebiografia dirigida, e possivelmente produzida, por Madonna. Com certeza, vem coisa boa por ai!!

Nascida em Serra Leoa, na África Central, em 1995, em plena guerra civil, Michaela (que foi batizada com o nome de Mabindy Bangura) tornou-se órfã aos 3 anos, após ter seu pai assassinado por rebeldes da Frente Revolucionária e sua mãe não conseguir sobreviver a uma febre de Lassa, uma das muitas doenças espalhadas pela guerra e pela falta de saneamento básico.

Por ser portadora de vitiligo, doença autoimune que produz manchas brancas no corpo, a menina sofreu preconceito da maioria dos moradores da vida onde morava- inclusive o tio que a cuidava logo após a morte dos pais- que acreditava que ela era uma maldição e logo passaram a chamá-la de “filha do diabo”. Com isso, o tio acabou entregando-a ao orfanato, onde viveu mais de um ano.

Foi no período em que passou no orfanato que Michaela conheceu o ballet. Em um dia de tempestade, uma capa de uma revista- trazida pelos ventos- ficou presa no portão do orfanato. A menina agarrou a folha com toda sua força. Nela, estava estampada uma bailarina branca (foi a primeira vez que Michaela viu também uma pessoa com outro tom de pele). “O que me chamou mais a atenção naquela imagem, no entanto, foi a expressão de felicidade em seu rosto. Apesar de eu não saber ao certo o que era ser uma bailarina, naquele momento pensei que, se ela estava sorrindo, talvez um dia eu pudesse sentir sua alegria se fizesse exatamente o mesmo” relembrou Michaela em uma entrevista dada a Vogue.

Michaela dividiu seu sonho de ser bailarina com sua professora de inglês, Sarah, para quem sempre dançava na ponta dos pés. Em mais uma passagem trágica de sua vida, Michaela presenciou sua professora preferida ser brutalmente assassinada por rebeldes quando estava grávida de sete meses. Mesmo tendo apenas 4 anos, Michaela nunca se esqueceu desse momento.

Pouco tempo depois, a menina foi adotada por uma família norte-americana. E para a felicidade da criança, Elaine DePrince (sua futura mãe) também havia adotado sua única amiga que havia feito no orfanato, Mabindy Suma. Foi quando ganharam os nomes que usam até hoje, Michaela e Mia DePrince, e se tornaram irmãs!

Quando chegou no hotel, Michaela tirou da calcinha a capa da revista que guardava com ela desde o dia que encontrou. Mostrou a foto da bailarina à mãe. Foi então que Elaine prometeu à menina que assim que elas chegassem em sua nova casa, no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos, Michaela começaria a fazer aulas de ballet. E foi o que aconteceu. Com 10 anos, a pequena bailarina já fazia aulas cinco vezes por semana, e se esforçava para chegar ao patamar da bailarina profissional da foto.

Na época, Michaela sofreu outra perda que a abalou profundamente: seu irmão adotivo Teddy, quem a ajudou a voltar a confiar nos homens novamente, faleceu devido à hemofilia. Com medo de que todas as pessoas que ela amava iriam morrer drasticamente, a bailarina se afastou completamente da família. Mas, seus pais e sua irmã conseguiram ajudá-la a superar. Foi o apoio da família que ajudou Michaela a se esforçar cada vez mais para até se tornar a grande bailarina profissional que é hoje em dia.

Foto: Ximena Brunette

Leave a Reply