was successfully added to your cart.
Monthly Archives

February 2018

Svetlana Zakharova, a rainha do Bolshoi

SVETLANA ZAKHAROVA, A ESTRELA DO BOLSHOI

By | Journal | No Comments

SVETLANA ZAKHAROVA, A ESTRELA DO BOLSHOI

”Svetlana Zakharova é algo impossível de alcançar” é como a bailarina ucraniana é definida em matéria do portal Evening Standard.

Principal bailarina do Ballet Bolshoi desde 2003, Svetlana Zakharova é considerada por críticos e coreógrafos como um fenômeno único no mundo do ballet clássico e contemporâneo.

Com uma alta versatilidade e poder de dominar qualquer estilo e tendência do ballet, Svetlana se destaca por suas interpretações tão únicas e pessoais, que vão do romântico ao contemporâneo. Deixando sua marca em todos os ballets mais conhecidos do mundo, a bailarina já interpretou papeis de clássicos como Gisele, Cármen, Cinderela e Lago dos Cisnes, além de trabalhos mais modernos como Serenade, Apollo e Now and Then.

Porém, sua paixão pelo ballet não começou muito cedo. Na mesma entrevista ao portal britânico, a bailarina lembra que nunca foi daquelas meninas que já gostavam de fazer pliés no parquinho desde muito pequenas.

Nascida em 1979, em Lutsk, na Ucrânia, Svetlana, filha de uma coreógrafa e um servente, ingressou na Escola de Coreografia de Kiev aos 10 anos, mas desejava os feriados. Quando ia para casa, primeira coisa que queria fazer era brincar com suas bonecas e esquecer as aulas. Mas a experiência a determinou. “Aprendi a fazer tudo sozinha. Aos 10 anos, já era adulta” lembra a bailarina.
Svetlana só foi pensar no ballet seriamente mais pra frente. Aos 14 anos, ela percebeu que poderia dançar melhor que qualquer outra pessoa da sua turma. O que foi confirmado quando ganhou as melhores notas de uma comissão independente de jurados. E aos 17 anos, a bailarina se juntou ao Kirov Ballet (agora The Mariinsky), em São Petersburgo.

Foi o bailarino Mikhail Baryshnikov que a fez uma estrela. Ela sorri ao falar que ele é seu santo padroeiro.

Depois de uma noite de gala em Versailles, onde ela havia se apresentado com o Mariinsky, o diretor lhe disse que Mikhail Baryshnikov estava lá naquela noite e queria que ela soubesse o quanto ele a admirava. Um ano depois, a bailarina recebeu um telefonema do Paris Grand Opera a convidando para dançar La Bayadère.

“Após a estreia, Brigette Lefèvre [o diretor] me disse: ‘Você sabe por que eu convidei você? Porque Mikhail Baryshnikov me disse para ir a Versailles te ver dançar’. Depois de Paris, todos me conheciam e começaram a falar sobre mim” relembra a bailarina.

Aos 38 anos, a bailarina mais influente do Ballet Bolshoi ainda espera ter muitos anos de dança pela frente, mas entende que em algum momento terá que parar. “Eu apenas espero que meu futuro esteja conectado com esta arte, com a dança. O teatro é minha vida. E eu quero muito continuar fazendo o que eu amo” afirma Svetlana Zakharova.

Espero mesmo que sua carreira não termine tão cedo, afinal, com certeza, essa maravilhosa bailarina ainda tem muito o que contribuir para o universo da dança.

 

O incrível Kiev Ballet

O INCRÍVEL KIEV BALLET

By | Journal | No Comments

O INCRÍVEL KIEV BALLET

Na última semana, o incrível Kiev Ballet (também conhecido como Ballet da Ópera Nacional da Ucrânia) voltou ao Brasil em uma pequena turnê com apresentações de “Grande Gala”. Esse formato conta com menos bailarinos solistas para que o público possa ver melhor a qualidade técnica dos profissionais.

Considerada uma das cinco melhores companhias de ballet no mundo, o Kiev Ballet começou sua história em 1867, quando o governo (até então russo), após numerosas petições, decidiu criar uma companhia de ópera em Kiev, uma das cidades mais antigas da Europa e que futuramente viria a se tornar a capital e maior cidade da Ucrânia. O teatro musical foi o primeiro a ser inaugurado fora das capitais do império russo, Moscou e São Petersburgo.

A estreia da companhia aconteceu em novembro de 1867 com a encenação de Askold’s Grave, do Alexey Verstovsky, que acabou sendo um grande sucesso. Nos primeiros anos de existência, a companhia ampliou seu repertório com obras escritas principalmente por compositores russos, como Uma vida por Tsar e Ruslán e Ludmila. Porém, o grupo nunca deixou de lado os clássicos europeus e encenou também O Barbeiro de Sevilha de Rossini, The Marriage of Figaro de Mozart e diversas óperas de Verdi, que se tornou o compositor favorito da audiência do Kiev Ballet.

Com o tempo a companhia foi ganhando cada vez mais popularidade entre os amantes de ópera e chamou a atenção dos compositores, o que pode ser confirmado pelo grande interesse de P. Tchaikovsky em suas peças. De lá pra cá, o Kiev Ballet alcançou fama internacional e foi responsável por revelar ao mundo grandes estrelas como Vaslav Nijinsky e Serge Lifar, os dois bailarinos mais proeminentes do século 20.

Após o final da guerra, a companhia conseguiu superar rapidamente as dificuldades e renovou seu desempenho regular e ampliou o repertório. As óperas revisadas ucranianas e mundiais foram estreadas. Com isso, o Kiev Ballet evoluiu para um nível totalmente novo, sendo liderado por coreógrafos de renome – Sergiy Sergeev, Vakhtang Vromsky. O repertório foi expandido com várias peças novas – Lileya de K. Dankevych, Romeu e Julieta de S. Prokofiev e Spartacus de A. Khachaturyan.

Em 1964, o Kiev Ballet participou do Festival Internacional de Dança Clássica, que se realizou em Paris. A companhia foi homenageada com o mais alto prêmio da Paris Dance Academy – The Golden Star. A primeira turnê da companhia que aconteceu em Paris- que incluía estrelas como Mykola Aptukhin, Valentyna Kalynovska, Veanira Kruglova, Olena Potapova, Alla Havrylenko e Eleonora Stebliak- tornou-se um evento de arte que ressoou com toda a Europa. Desde os anos 50, a Ópera de Kiev tem um status de estrela.

Atualmente, a companhia conta em seu corpo de ballet com alguns dos maiores e mais premiados bailarinos do mundo, como a primeira bailarina da companhia, Tatiana Golyakova. Entre outros importantes nomes dessa arte como os solistas Stanislav Olshansky, Anastasia Shevchenko, Konstantin Pozharnytskyy, Maxim Kamishev e Tatiana Lozova.

O Grandioso Teatro Bolshoi

O GRANDIOSO TEATRO BOLSHOI

By | Journal | No Comments

           O GRANDIOSO TEATRO BOLSHOI

Quando se fala em ballet clássico é impossível deixar de lado a história do Bolshoi (que significa grande em russo). Maior e mais famosa companhia de ballet e ópera do mundo e palco de origem de grandes nomes como Tchaikovsky, Rachmaninov, Gorsky, Prokofiev, Grigorovich e Vasiliev, o Teatro Bolshoi é considerado patrimônio cultural da humanidade pela ONU e UNESCO.

A trajetória desse símbolo da Rússia começou lá em 1776 quando a Imperatriz Catherine II concedeu ao príncipe russo Pyotr Urusov o privilégio de organizar espetáculos por um período de dez anos, em Moscou. No entanto, devido ao alto investimento necessário, o príncipe decidiu dividir seu privilégio com seu parceiro inglês Russophile e o empreendedor teatral Michael Maddox.

O primeiro edifício para abrigar o teatro foi construído em 1780, sendo nomeado de Teatro Petrovsky (futuro teatro Bolshoi). Foi a partir dessa época que a companhia começou a solidificar seu nome na cena cultural russa. A apresentação de abertura foi do ballet The Magic School, produzido por Leopold Paradis com música de Joseph Starzer.

O edifício do Teatro Bolshoi, que até hoje é considerado um dos principais pontos turísticos de Moscou, foi inaugurado em 20 de outubro de 1856, no dia da coroação do czar Alexander II, com uma performance da ópera I Puritani de Vincenzo Bellini.

Até 1840, o Ballet Bolshoi só tinha permissão para apresentar espetáculos russos – a partir daquele ano, o czar permitiu a encenação de produções estrangeiras. Durante a segunda metade do século 19, a companhia encenou importantes espetáculos para a história da dança, como Dom Quixote (1869), criados pelo coreógrafo franco-russo Marius Petipa, considerado o “pai do ballet clássico”. O trabalho de Petipa ficou muito conhecido pela exigência técnica, além da intensidade dramática dos seus bailarinos.

No entanto, foi em 1900, com a entrada do russo Alexander Gorsky, que o Bolshoi criou uma identidade única. O novo mestre de ballet da escola deu um novo toque aos espetáculos de Petipa, como O Lago dos Cisnes e La Fille Mal Gardee. Em 1919, após a Revolução Russa, o local começou a ganhar mais incentivo do governo, passando a se chamar Academia Estatal Teatro Bolshoi. Nesse período, surgiram grandes estrelas do ballet como Leonid Lavrovsky, Anastasia Abramova e Sofia Golovkina.

Depois da morte de Stálin, o Ballet Bolshoi começou a fazer turnês internacionais, aumentando sua visibilidade e transformando a Rússia no berço do ballet mais importante do mundo até hoje. Hoje, com cerca de 1000 funcionários diretos, o Teatro Bolshoi de Moscou realiza 300 espetáculos por ano em diversos países e segue como referência na qualidade artística e na produção cultural. Curiosamente, a única filial fora da Rússia do Teatro Bolshoi fica em Joinville, aqui no Brasil e, atualmente, quatro brasileiros fazem parte do corpo de ballet do Bolshoi de Moscou, sendo três deles vindos da filial do Brasil: Bruna Gaglianone, Erick Swolkin e Mariana Gomes.

 

O BALLET QUE TRANSFORMA VIDAS

O BALLET QUE TRANSFORMA VIDAS

By | Journal | No Comments

O BALLET QUE TRANSFORMA VIDAS

Como já falei aqui antes, eu acredito que a arte, especialmente o ballet, pode ter o poder de transformar vidas. Hoje vou falar um pouco sobre um incrível trabalho desenvolvido com crianças e adolescentes de diversas comunidades do Rio de Janeiro. Refiro-me ao projeto social Dançar a Vida, criado em 1999 por iniciativa da professora Nelma Darzi (diretora artística da Escola de Dança Petite Danse) em parceria com a Escola Municipal Barão de Itacuruçá.

Nelma relembra em entrevista dada a revista Veja Rio como tudo começou. Na época, ela comandava a Escola de Dança Petite Danse (no bairro da Tijuca), centro formador de bailarinos profissionais, e imaginava um forma de, por meio do ballet, trabalhar os potenciais das crianças das comunidades que viviam ao redor da escola. Foi desse desejo que nasceu o Dançar a Vida.

A partir da parceria com uma escola pública próxima, Nelma iniciou o processo seletivo dos 25 participantes da primeira turma. Os alunos escolhidos passavam a receber bolsa de estudo integral para o curso de formação profissional da Escola de Dança Petite Danse, além de assistência médica gratuita e apoio no ensino escolar. A diretora da escola onde o projeto começou sugeriu que o trabalho fosse feito com os alunos mais comportados e estudiosos, mas Nelma disse que preferiria desenvolver os mais problemáticos. “No fim do ano, as crianças tinham um comportamento muito diferente, estavam menos rebeldes e mais envolvidas com a família”, relembra.

Partindo desse princípio, o projeto Dançar a Vida decidiu investir em um programa educacional que visava desenvolver a técnica na dança, além de dar uma formação humana, trabalhando aspectos como disciplina, trabalho em equipe, solidariedade, estímulo ao conhecimento e integração de diferentes linguagens artísticas.

Atualmente, o projeto assiste a 170 crianças e adolescentes de diversas comunidades do Rio de Janeiro, nos bairros da Tijuca, Barra da Tijuca e localidades do seu entorno, onde encontram-se comunidades como o Morro da Formiga, Borel, Salgueiro, Tijuquinha, Rio das Pedras entre outros, vindos de diversas instituições de ensino público. Podem participar da iniciativa meninos e meninas entre 7 a 15 anos, desde que estejam matriculados na rede de ensino público.

Os alunos mais dedicados e que se destacaram no projeto ingressaram nas Companhias de Dança da Escola Petite Danse e alguns foram até encaminhados para grandes companhias profissionais no Brasil e no exterior. É o caso do Daniel Davidson, morador de Bangu, que mais tarde tornou-se solista na respeitada companhia americana San Francisco Ballet. Além das irmãs Mayara e Mayanie Magri: a primeira ingressou no projeto aos oito anos e hoje é solista no Royal Ballet (de Londres), enquanto a segunda vive em Stuttgart, na Alemanha, onde atua em uma grande companhia.

Além de ajudar os jovens a se desenvolverem no universo das artes, o projeto também mexe com a vida de seus familiares. Ao ver o sucesso das filhas, uma mãe, que por anos trabalhou como empregada doméstica, se motivou a voltar aos estudos. Um exemplo que comprova a força da arte como ferramenta de transformação social.

 

MINHA PLAYLIST DE BALLET CLÁSSICO

PLAYLIST- BALLET CLÁSSICO INTERMEDIÁRIO

By | Journal, Playlist Ballet | No Comments

PLAYLIST- BALLET CLÁSSICO INTERMEDIÁRIO

Como já falei aqui anteriormente, a música é essencial para estruturar uma aula de ballet. Como sempre me pedem dicas sobre quais trilhas sonoras usar em aulas, fico muito feliz de compartilhar com vocês mais uma playlist que eu montei para uma aula completa de ballet clássico. Além de poder ser usada em aulas, essa seleção de música é uma ótima opção para treinar em casa ou rever detalhes perdidos de passos dados em aula. Espero que os professores e as bailarinas aproveitem!

Eu criei essa playlist pensando em uma aula de 1h30 para uma turma de ballet intermediário, já familiarizada com todos os exercícios obrigatórios da barra e do centro. Como eu não acrescentei algumas músicas específicas que são necessárias para outros passos mais avançados, eu não a indico para turmas de ballet profissional. Vamos lá?

Para começar, coloquei uma música de aquecimento e na sequência passei para uma faixa de plié. Para o battement tendu, fiz uma ampla seleção de músicas para que vocês, se quiserem, possam escolher uma ou mais. Afinal, tem gente que gosta de fazer mais de uma sequência! Ao longo da playlist, acrescentei também as músicas específicas para os outros passos obrigatórios da barra, como o battement jeté, rond jambé, battement fondu, battement frappé, rond jambé on l’air, adagio e grand battement.

Em seguida, escolhi algumas faixas que eu considero essenciais para exercícios de centro propostos em aulas de turmas intermediárias: um adagio, um battement tendu e um grand battement. Você pode mesclar também o battement tendu com o grand battement. Fica bem bacana! Na sequência, coloquei algumas músicas para relevés; uma valsa para diagonal com piruetas e algumas opções para pequenos saltos e médios saltos, que seriam exercícios de sissone.

Depois, coloquei a grande valsa, que é quando acontecem os big jumps, os passos maiores, as grandes posições de salto do ballet. Já na parte final, que seria uma coda, inseri uma música para fazer diagonal de giros, que é o que gosto de dar no final das aulas intermediárias. Por fim, a révérence, para agradecer, finalizar todas essas sequências e terminar a aula. Espero que vocês tenham gostado!

Sigam essa playlist no Spotify e deixem aqui nos comentários do post alguma outra playlist que vocês gostariam que eu fizesse ou alguma dúvida sobre essa seleção. Vou adorar saber a opinião de vocês!