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VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DO HIPLET?

By January 30, 2018Journal
Você sabe o que é o hiplet?

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DO HIPLET?

Como vocês bem sabem, eu sou completamente apaixonada por ballet, mas também sou fã de tudo que envolva o universo da dança. Por conta disso, acho o máximo quando surgem propostas como o hiplet, modalidade que mescla o ballet e o hip hop e que tem feito um tremendo sucesso nos Estados Unidos. Desenvolvida por Homer Hans Bryant, bailarino consagrado e diretor artístico e fundador do Centro de Dança Multicultural de Chicago, a dança foi criada em 2009, mas se transformou em um hit a partir de 2016, quando bailarinas do centro publicaram vários vídeos no Instagram que rapidamente se tornaram virais.

Posteriormente, o criador do método foi convidado a dar uma palestra no TEDx, as alunas começaram a aparecer nos principais programas de TV dos EUA e foram convidadas a fazer uma apresentação na Semana de Moda de Paris. O hiplet bombou tanto que ganhou adeptos famosos, como a cantora pop Lady Gaga e as filhas do ex-presidente estadunidense Barack Obana, Malia e Sasha Obama.

Ao criar o Hiplet, Bryant quis, inicialmente, incentivar mais crianças a estudar dança. Posteriormente, no entanto, o coreógrafo também se propôs a apresentar um olhar mais moderno e contemporâneo sobre o ballet e aproximar mais bailarinos negros do universo do ballet clássico. No hiplet, a ponta, um componente essencial do ballet, é utilizada com uma proposta, digamos, mais liberal. Ao som do hip hop e música pop, as bailarinas movimentam os quadris, dobram os joelhos e pulam na ponta balançando os braços para frente e para trás. Em resumo, o hiplet não busca a perfeição ou a ilusão do etéreo tão típicas do ballet, mas a beleza estética que os movimentos corporais, especialmente da parte inferior do corpo, produzem. E o resultado é lindo!  

Os mais tradicionais são contra o hiplet, criticam a sua proposta enquanto dança (dizem que ele não é nem ballet, nem hip hop) e afirmam que ele na contribui na inserção de bailarinos negros no ballet clássico (pelo contrário, só aumenta a segregação). Na minha visão, uma modalidade não se sobrepõe a outra. Há espaço para todas e todo mundo sai ganhando com a existência delas.

 

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