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O ENCONTRO ENTRE O BALLET E A TECNOLOGIA

By September 1, 2017Journal
O ENCONTRO ENTRE O BALLET E A TECNOLOGIA

O ENCONTRO ENTRE O BALLET E A TECNOLOGIA

Hoje eu quero falar com vocês sobre Daniil Simkin, o maravilhoso e criativo bailarino do American Ballet Theatre (ABT), de NY. Natural da Rússia, mas criado desde os três anos na Alemanha, Simkin ingressou no universo do ballet aos seis anos influenciado pelos pais, os também bailarinos Dmitrij Simkin e Olga Aleksandrova. Ainda criança, fez suas primeiras apresentações nos palcos alemães ao lado do pai.  Ao contrário de muitos bailarinos profissionais, Simkin não frequentou uma escola de ballet tradicional e tinha aulas em casa com própria mãe – duas horas por dia, seis dias por semana.

As aulas com a mãe mesclavam aulas tradicionais de ballet clássico russo com técnicas de footwork e equilíbrio, advindas da escola francesa, e aulas de torneamento aprendidas por ela com algumas bailarinas cubanas. Para aprimorar suas habilidades e promover o seu contato com outros bailarinos, aos 12 anos ele ingressou em competições de ballet ao redor do mundo nas quais conquistou diversas medalhas de ouro.

Em 2006, se juntou ao ballet da Ópera de Viena, participando como solista e bailarino principal de obras clássicas, neoclássicas e contemporâneas da companhia. Dois anos depois, ingressou como solista no ABT e, em 2012, se tornou primeiro bailarino, protagonizando espetáculos como “Dom Quixote”, “Coppélia”, “O Quebra-Nozes”, entre outros. Em 2009, organizou com o pai o seu primeiro projeto solo “Intensio”, encenado em Atenas, na Grécia.

Famoso por seus saltos e piruetas precisas e velozes, Simkin é reconhecido por sua técnica impecável (seus ensaios diários no ABT duram em torno de oito horas) e considerado um dos bailarinos contemporâneos de maior destaque. Geek confesso, é bastante ativo nas redes sociais, especialmente no Youtube onde os vídeos de suas performances já conquistaram mais de 2,5 milhões de acessos e o fizeram ganhar fãs ao redor do mundo.

Criativo, ele defende a importância de se modernizar a maneira como o ballet se aproxima do público, especialmente por meio do uso das redes sociais e da tecnologia. Na semana que vem, ele estreará no Museu Guggenheim o espetáculo “Falls the Shadows”, sua mais recente criação autoral. Com a proposta de promover um diálogo entre música e dança, a obra contará com projeções, sensores de movimento em tempo real e figurinos assinados pela Dior. Estou bastante ansiosa para ver o resultado!

Foto: NYC Dance Project

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