was successfully added to your cart.

ANA BOTAFOGO

By July 5, 2017Journal
ANA BOTAFOGO

ANA BOTAFOGO

A MUSA DO BALLET CLÁSSICO NACIONAL

Quando pensamos em ballet clássico no Brasil é impossível não lembrar de Ana Botafogo. Considerada a mais importante bailarina brasileira, ela é, pra mim, um dos grandes exemplos de técnica, versatilidade e arte no ballet.

Natural do Rio de Janeiro, começou a fazer ballet clássico aos seis anos e aos onze ingressou na Academia de Ballet Leda Iuqui, bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Com 19 anos, embarcou para a Europa com o objetivo de estudar na Academia Goubé na Sala Pleyel, em Paris. Na Europa, também estudou na Academia Internacional de Dança Rosella Hightower, em Cannes, e no Dance Center do Convent Garden, em Londres. Sua estreia como bailarina profissional foi por meio das mãos do lendário coreógrafo Roland Petit do Les Ballets de Marseille, criador de Carmen, um dos mais emblemáticos espetáculos de ballet.

De volta ao Brasil, no final da década de 1970, foi nomeada Bailarina Principal do Teatro Guaíra, de Curitiba. Em 1981, ingressou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, do qual é primeira bailarina e diretora até hoje, onde interpretou protagonistas de grandes obras do repertório clássico como “Coppélia”, “O Quebra-Nozes”, “Romeu e Julieta”, “Dom Quixote”, “O Lago dos Cisnes” e “Giselle”.

Prestigiada e reconhecida em todo o mundo, dançou como bailarina convidada em importantes companhias de ballet, como Saddler’s Wells Royal Ballet, na Inglaterra, Ballet Nacional de Cuba e Ballet del Opera di Roma, na Itália. Além disso, se apresentou em festivais de dança em Lausanne, na Suíça, Veneza, na Itália, Havana, em Cuba, e na Gala Iberoamericana de La Danza, na Espanha.

Aposentada dos palcos há três anos, Ana segue defendendo que o ballet, sobretudo o clássico, é a arte de recriar a vida e transmitir emoções por meio de personagens e suas histórias (opinião que eu compartilho). Com 40 anos de uma linda carreira, quase 60 anos de vida e prestes a lançar uma biografia, ela é e sempre será uma das maiores referências do nosso ballet.

 

Foto: Eduardo Anizelli

Leave a Reply