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July 2017

PROCESSO DE CRIAÇÃO

PROCESSO DE CRIAÇÃO

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PROCESSO DE CRIAÇÃO
CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES e DIÁLOGOS
Dança, musica, teatro, cinema.. ARTE em movimento.

Falei aqui outro dia sobre “Cão sem Plumas”, o novo espetáculo de Debora Colker, inspirado no poema de João Cabral de Melo Neto. Nele, cenas de um filme realizado pela coreógrafa em parceria com o cineasta pernambucano Cláudio Assis são projetadas no fundo do palco e dialogam com os movimentos dos 13 bailarinos que integram o elenco.
Hoje quero falar do Grupo Corpo, que como Colker e outros grupos, estabelece diálogos entre diversas expressões artísticas.
Desde seu primeiro espetáculo “Maria Maria”, de 1976, o Grupo Corpo dialoga com a nossas raízes culturais. Com música original de Milton Nascimento, letra de Fernando Brant e coreografia do argentino Oscar Araiz, o espetáculo ficou em cartaz no Brasil por seis anos e conquistou sucesso internacional, percorrendo catorze países.
Estreia essa semana em São Paulo o novo espetáculo do Grupo Corpo, com trilha sonora composta e interpretada pelo trio Metá Metá, com grande influência da cultura africana.
Juçara Marçal, Kiko Dinucci e Thiago França se aliaram a Sergio Machado e Marcelo Cabral na produção da trilha de Gira. “O tempo é diferente. Pra uma canção, quatro compassos é o suficiente pra servir de introdução, enquanto pra dança é pouco, mal dá pra concluir um movimento. A música não é protagonista, é o fio condutor, uma base para os movimentos. O processo foi um grande desafio”, explica França. Duas participações especiais completam o trabalho: o poeta Nuno Ramos assina uma das letras e a voz ancestral de Elza Soares, deusa, entoa em duas outras faixas.
E assim, com essas experiências e experimentações, vamos ampliando nosso olhar. Arte, poesia, música e dança. É pra encher o coração e a alma.
Boa semana bailarinas e bailarinos!

JUNTOS PELA DANÇA

JUNTOS PELA DANÇA

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JUNTOS PELA DANÇA

Joinville, 2017
A dança é um meio de vida.
A dança é uma escolha de vida.
A dança é a minha escolha de vida.
Viver da dança e para ela é o que me faz feliz, me preenche e me dá força para lutar pelos meus sonhos. Posso dizer que consegui juntar a minha paixão à minha profissão. Isso é maravilhoso.
Faço aqui meu último post sobre Joinville 2017, porque não posso deixar de falar sobre a união e a garra de todos os bailarinos e bailarinas brasileiros.
A cultura é um modo de vida muito difícil, mas ao mesmo tempo tem uma força, uma energia, algo que nos envolve absolutamente, e faz de cada dia uma realização. Às minhas alunas e meus alunos, que eu tanto amo; que são parceiros do dia a dia e à todos os meus colegas de profissão, quero dizer que estamos juntos pela dança. Sempre. Para sempre. Ela é tudo para nós. Que possamos nos unir cada vez mais pela dança. Tudo por ela.

BOLSHOI EM JOINVILLE

BOLSHOI EM JOINVILLE

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BOLSHOI EM JOINVILLE

Hoje, no Festival de Dança de Joinville, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil realiza na sede da instituição uma nova audição para ingresso de alunos.

A primeira etapa eliminatória é uma aula de balé clássico, com exercícios na barra e centro, para avaliação do nível técnico do candidato, equilíbrio, musicalidade, giros, saltos e elasticidade, além do uso das sapatilhas de ponta.

Na segunda etapa, ocorre uma avaliação fisioterápica, quando são analisadas musculatura, articulações e desvios posturais, além de habilidades específicas para o balé clássico, como abertura de quadril (rotação externa) e flexibilidade.

O resultado será divulgado no site, no stand da Escola Bolshoi, na Feira da Sapatilha – Festival de Dança de Joinville e, na sede da instituição na quarta-feira (26).

 

foto: Escola Bolshoi Brasil

ELAS SÃO DEMAIS!

ELAS SÃO DEMAIS!

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ELAS SÃO DEMAIS!
Crianças que dançam

Dar aulas é algo que eu realmente faço com amor, com a alma.
Minhas pequenas me dão inspiração e deixam minha vida mais feliz.
A criança que começa a dançar desde cedo, tem que ver a disciplina e o comprometimento com o balé, de uma forma natural e prazerosa.
Então, faça chuva ou faça Sol, eu já chego sorrindo, já chego feliz.
Sempre me interesso pela vida delas, me interesso se alguma delas está triste por algum motivo, porque às vezes elas chegam contando da vida.
Acabamos sempre criando uma relação de confiança, uma relação de vontade de aprender, uma relação de admiração. Sem precisar ser uma professora brava, sem precisar falar “vamos fazer isso!”, “tem que ser assim, tem que ser assado!”, eu, amorosamente, acabo passando os conceitos da dança clássica para essa faixa etária de uma maneira muito clara, simples, sem imposições. E a nossa relação é muito gostosa. Eu chego e elas já vêm correndo, me abraçam, a gente conversa, eu conto alguma novidade, elas contam alguma historia. Isso normalmente acontece numa roda de conversa que dura três minutos (às vezes eu tenho que cortar porque elas falam muito). E logo depois eu falo: agora é a hora da aula e elas vão entendendo esses limites do tempo de chegar, de conversar, de se apresentar e de partir para a aula formal mesmo.
E assim vamos aprendendo e ensinando. Juntas.

CÃO SEM PLUMAS

CÃO SEM PLUMAS

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CÃO SEM PLUMAS

A Debora Colker é uma mulher maravilhosa, muito criativa e que está à frente de seu tempo.
Eu estou super ansiosa para ouvir sobre a repercursão do espetáculo que a Cia. Deborah Colker vai apresentar hoje na Abertura do 35° Festival de Dança de Joinville, que é uma mistura de dança e cinema.
O que eu estou sabendo, é que esse espetáculo é diferente de tudo que ela já fez, e muito diferente dos últimos trabalhos que ela apresentou em 2011 e 2014.

A coreógrafa carioca e seu premiado grupo voltam à Joinville após seis anos, para mostrar ao público o recém-lançado “Cão sem Plumas”, que teve algumas poucas apresentações em junho e é baseado no poema “O Cão sem Plumas”, do João Cabral de Melo Neto (1920-1999).
Na obra, cenas de um filme realizado pela coreógrafa em parceria com o cineasta pernambucano Cláudio Assis são projetadas no fundo do palco e dialogam com os movimentos dos 13 bailarinos que integram o elenco. Publicado em 1950, o poema acompanha o percurso do rio Capibaribe – que corta grande parte do Estado de Pernambuco – e exibe a pobreza da população ribeirinha. Dentre os assuntos abordados estão o descaso da elite, a vida difícil no mangue e a destruição da natureza e das pessoas que vivem pela região. Segundo a Deborah Colker , a performance fala sobre “coisas inconcebíveis e que não deveriam ser permitidas”.
Acho que vai ser um espetáculo bem intenso, até porque a temática é forte e contundente.
Só vou conseguir assistir em agosto, em São Paulo.
Está difícil segurar a expectativa!

NATALIA MAKAROVA

NATALIA MAKAROVA

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NATALIA MAKAROVA

A BAILARINA DE MULTITALENTOS

Versatilidade. Essa talvez seja a melhor definição para Natalia Makarova, uma lenda viva do ballet que, ao longo de sua trajetória profissional, atuou com êxito em funções como bailarina, atriz e coreógrafa.

Natural da Rússia, começou a estudar ballet aos 13 anos no Kirov Ballet School e, graças ao seu brilhante desempenho, garantiu seu no ingresso no prestigiado Kirov Ballet, em 1959, como primeira-bailarina.

Em 1970, durante uma turnê com o Kirov Ballet, pediu asilo na Inglaterra, em busca de novos desafios profissionais. No mesmo ano, passou a integrar o American Ballet Theatre (ABT), atuando na adaptação de Giselle
onde foi considerada a melhor bailarina a interpretar a personagem. Dois anos depois, começou a trabalhar com o Royal Ballet de Londres, companhia pela qual apresentou vários espetáculos e na qual ficaria até o fim da década de 1980.

No ano de 1980, fez o ABT se tornar a primeira companhia ocidental a montar na íntegra O Reino das Sombras, da obra La Bayadère, de Sergei Kuschelok e Marius Petipa. Por conta do sucesso da adaptação, foi convidada a remontar a obra em companhias ao redor do mundo, como a La Scala, de Milão, o Ballet de Santiago, no Chile, o Teatro Colón, em Buenos Aires, e o Municipal do Rio de Janeiro.

Em 1989, voltou à Rússia e se tornou a primeira bailaria exilada a ser convidada para se apresentar no país. Além de Giselle, foi premiada por suas interpretações de outros clássicos, como O Lago dos Cisnes e A Bela Adormecida. Atuou também no teatro e na TV e foi premiada com um Tony de melhor atriz pela sua participação no musical da Broadway, On Your Toes, em 1983, e indicada ao Emmy, em 1986, pelo documentário da BBC Ballerina, escrito e narrado por ela.

Aposentada dos palcos há alguns anos, Natalia hoje atua nos bastidores produzindo espetáculos para as maiores companhias de ballet do mundo. Reconhecida e celebrada pelo seu perfeccionismo, defende que uma bailarina deve equilibrar a beleza e a suavidade dos movimentos com a intensidade dramática da coreografia.

Algo que não é fácil de alcançar, mas que faz do ballet uma das mais belas expressões artísticas e a minha grande paixão. Viva Natalia Makarova, uma verdadeira inspiração!

 

Foto: Max Waldman

CERTIFICADO ABT!

CERTIFICADO ABT!

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Vou deixar aqui registrada minha alegria e orgulho de ter concluído mais essa etapa! Aqui o certificado!! Obrigada alunas queridas por serem a razão na minha constante busca por mais e mais!

SIGNIFICADOS E SIGNIFICANTES

SIGNIFICADOS E SIGNIFICANTES

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SIGNIFICADOS E SIGNIFICANTES

Segundo a psicóloga junguiana Lilian Wurzba, para o homem primitivo, dançar era: “Vivenciar o sagrado, reviver o tempo primordial; fundar o mundo. Para o homem moderno não é em essência diferente. Ao mesmo tempo que se proclama não-religioso sua dança revela-se uma busca pelas origens.” A dança transportaria assim, segundo ela, não só ao dançarino, mas a quem o assiste, para uma outra realidade. Uma realidade em que a consciência perde a força e deixa o inconsciente assumir e preencher a nossa alma com o fundamental da vida. “É como se ressoasse em nós a voz de toda a humanidade”.

 

foto Miguel Salgado

O BALLET NÃO TEM IDADE

O BALLET NÃO TEM IDADE

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O BALLET NÃO TEM IDADE

Falo sempre das minhas crianças que dançam, tão lindas e descobrindo o mundo todos os dias.
Hoje quero falar um pouco sobre minhas alunas adultas. Elas são mães e avós. Elas tem vivência e tem vida.
São mulheres lindas, com histórias de vida como a minha, a sua, a nossa! Elas estão cuidando da mente e do corpo, para envelhecer com saúde e disposição.
Dançar estimula a concentração, a coordenação motora, além de trabalhar os músculos e o equilíbrio.
Dançar, em todas as idades, tem desafios e descobertas.
Mesmo quem nunca dançou (sim, tenho alunas que começaram a dançar depois dos 40, 50, 60!) pode e deve tentar, se tiver vontade.
É uma experiência única. Eu amo muito!

ANA BOTAFOGO

ANA BOTAFOGO

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ANA BOTAFOGO

A MUSA DO BALLET CLÁSSICO NACIONAL

Quando pensamos em ballet clássico no Brasil é impossível não lembrar de Ana Botafogo. Considerada a mais importante bailarina brasileira, ela é, pra mim, um dos grandes exemplos de técnica, versatilidade e arte no ballet.

Natural do Rio de Janeiro, começou a fazer ballet clássico aos seis anos e aos onze ingressou na Academia de Ballet Leda Iuqui, bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Com 19 anos, embarcou para a Europa com o objetivo de estudar na Academia Goubé na Sala Pleyel, em Paris. Na Europa, também estudou na Academia Internacional de Dança Rosella Hightower, em Cannes, e no Dance Center do Convent Garden, em Londres. Sua estreia como bailarina profissional foi por meio das mãos do lendário coreógrafo Roland Petit do Les Ballets de Marseille, criador de Carmen, um dos mais emblemáticos espetáculos de ballet.

De volta ao Brasil, no final da década de 1970, foi nomeada Bailarina Principal do Teatro Guaíra, de Curitiba. Em 1981, ingressou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, do qual é primeira bailarina e diretora até hoje, onde interpretou protagonistas de grandes obras do repertório clássico como “Coppélia”, “O Quebra-Nozes”, “Romeu e Julieta”, “Dom Quixote”, “O Lago dos Cisnes” e “Giselle”.

Prestigiada e reconhecida em todo o mundo, dançou como bailarina convidada em importantes companhias de ballet, como Saddler’s Wells Royal Ballet, na Inglaterra, Ballet Nacional de Cuba e Ballet del Opera di Roma, na Itália. Além disso, se apresentou em festivais de dança em Lausanne, na Suíça, Veneza, na Itália, Havana, em Cuba, e na Gala Iberoamericana de La Danza, na Espanha.

Aposentada dos palcos há três anos, Ana segue defendendo que o ballet, sobretudo o clássico, é a arte de recriar a vida e transmitir emoções por meio de personagens e suas histórias (opinião que eu compartilho). Com 40 anos de uma linda carreira, quase 60 anos de vida e prestes a lançar uma biografia, ela é e sempre será uma das maiores referências do nosso ballet.

 

Foto: Eduardo Anizelli