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June 2017

INGRID SILVA

INGRID SILVA

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INGRID SILVA

UMA JOIA BRASILEIRA QUE BRILHA EM NOVA YORK

Ela é considerada uma das melhores bailarinas da nova geração, já dançou para a rainha do soul Aretha Franklin e, o melhor de tudo, é brasileira! Aos 28 anos, Ingrid Silva é um dos mais importantes nomes do aclamado Dance Theatre of Harlem (DTH), a primeira companhia de ballet clássico negra, fundada em NY, em 1969.

Natural de Benfica, zona norte do Rio de Janeiro, filha de uma empregada doméstica e de um funcionário aposentado da Força Aérea, Ingrid teve os primeiros contatos com o ballet aos oito anos de idade, por meio do Dançando Para Não Dançar, projeto social criado no Morro da Mangueira pela bailarina clássica Thereza Aguilar.

A partir das aulas no projeto, ganhou bolsa para a Escola de Dança Maria Olenewa, do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e para o Centro de Movimento Deborah Colker, além de uma oportunidade para estagiar com o famoso Grupo Corpo, em Belo Horizonte. Em 2007, chamou a atenção da principal bailarina do DTH, Betânia Gomes, que, de passagem pelo Brasil, a convidou para uma audição na prestigiada escola norte-americana. No ano seguinte, ela embarcou para a Big Apple sozinha, com 18 anos, sem falar uma palavra de inglês. Com trabalho duro, foco e dedicação construiu seu nome.

A menina da periferia carioca que achava que jamais conseguiria seguir carreira no ballet por não encontrar outras bailarinas negras como ela, conquistou seu espaço e hoje é a primeira solista do DTH, estampa os cartazes de divulgação da turnê da companhia de dança, foi inspiração para um curta-metragem sobre a sua vida e encanta plateias com a sua técnica e talento no palco. Um verdadeiro orgulho pra nós brasileiros

 

Foto: @underground_nyc

O ONEGIN E A DESPEDIDA DE DIANA VISHNEVA

O ONEGIN E A DESPEDIDA DE DIANA VISHNEVA

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O ONEGIN E A DESPEDIDA DE DIANA VISHNEVA

Não tenho palavras para descrever a experiência única, incrível, inesquecível, marcante, de sonhar acordada, que foi assistir ao Onegin com o ABT, em Nova York. Eu já havia assistido ao espetáculo na segunda-feira (19) com os bailarinos Marcelo Gomes, Diana Vishneva e Isabela Boylston. Na ocasião, fui para curtir, observar os detalhes, ser uma expectadora comum mesmo. Mas eu resolvi assistir novamente a apresentação na sexta-feira (23) por ser o dia da despedida da Diana, primeira bailarina do ABT, que decidiu se aposentar dos palcos.

O que vi foi algo tão maravilhoso que me faltam palavras para expressar. O ballet do Onegin não é tão clássico e tradicional como O Lago dos Cisnes, a começar pelo figurino (sempre com saias abaixo do joelho, diferente das roupas de O Lago dos Cisnes, cuja base é o tutu preto). É um ballet que exige, além de técnica, uma interpretação fenomenal e mais sensibilidade e requinte artístico, por ser mais maduro. E isso eu vi de sobra na apresentação de sexta-feira, com o Marcelo Gomes e a Diana Vishneva nos papéis principais.

O Marcelo interpretou perfeitamente o papel dele, mantendo durante toda a apresentação um ar de descaso e de quem pouco se importa com o mundo ao seu redor, características marcantes do personagem Onegin. E é muito interessante acompanhar a transformação dele no último ato, momento no qual o personagem se dá conta do que fez com a própria vida e, principalmente, da mulher que perdeu. Essa mudança de um ser austero para alguém totalmente entregue ao amor é lindo de ver!

E a Tatyana, personagem da Diana, também passa por uma transformação: começa como uma menina ingênua e sonhadora e se torna uma mulher forte e destemida. A interpretação dela, principalmente na sexta-feira, foi emocionante. Eu, particularmente, chorei muito, porque realmente consegui senti-la alcançando a plateia, tocando cada pessoa que estava ali presente por meio de sua interpretação e técnica apuradíssimas e limpíssimas. Uma verdadeira artista.

No final da apresentação, confetes caíram do teto e todos os bailarinos, incluindo os principais, entregaram flores e a aplaudiram. A plateia também jogou flores no palco e a ovacionou de pé, durante meia hora. Foi emocionante participar desse momento, algo que certamente vai ficar para sempre registrado na minha memória.

Como disse, não tenho palavras para descrever como mexeu comigo assistir a interpretação de um ballet tão maduro e difícil.
Apesar de não ter um final de conto de fadas, Onegin transmite uma mensagem de amor muito bonita com sua história. Pra mim, ficou a lição de que devemos sempre buscar o amor e jamais desprezá-lo.

 

Foto: instagram Diana Vishneva

O LAGO DOS CISNES

O LAGO DOS CISNES

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O LAGO DOS CISNES

O CLÁSSICO DOS CLÁSSICOS

Como já contei aqui pra vocês, nessa minha temporada em Nova York eu tive o prazer de assistir a O Lago dos Cisnes com o American Ballet Theatre (ABT), uma das performances da companhia mais aguardadas pelo público todos os anos.
Acho o Lago dos Cisnes, ao mesmo tempo, um dos ballets mais clássicos e mais difíceis de serem dançados. Não só por conta da técnica dos passos, mas pela dupla interpretação da bailarina que dança o Cisne Negro e o Cisne Branco, dois seres completamente opostos. O Cisne Negro é sedutor, forte, contagiante, enquanto o Cisne Branco é leveza pura, inocência, sensibilidade.
Assim, todo mundo que assiste fica muito ansioso para ver a interpretação da bailarina em ambos os papéis. Na apresentação do ABT, coube a Misty Copeland o desafio. Bastante elogiada pela crítica especializada, ela é, atualmente, um dos grandes nomes do balé nos EUA e a primeira mulher negra a ser promovida à primeira bailarina do ABT em 75 anos de história da companhia. (como eu contei em outro post só sobre ela)
Eu queria muito assistir a Misty dançando pessoalmente e fiquei muito feliz em realizar esse sonho. Como Cisne Branco, achei que ela poderia ter trabalhado um pouco mais o cotovelo para desenvolver melhor os movimentos de braço semelhantes ao cisne. Como Cisne Negro, achei que ela se saiu melhor, mais dinâmica e precisa nos movimentos.
O ballet, no geral, foi incrível, o corpo de baile estava impecável, muito limpo e bem ensaiado, e o cenário deslumbrante e pomposo. Pena que passa tão rápido! Mas ainda assim é uma experiência única e inesquecível

Foto: Gene Schiavone

MARCELO GOMES

MARCELO GOMES

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MARCELO GOMES

Nosso brasileiro no Onegin
Primeiro bailarino do American Ballet Theatre (ABT) desde 2002, o maravilhoso Marcelo Gomes é um dos grandes nomes do balé mundial. Natural de Manaus, foi o primeiro brasileiro a ser contratado por uma companhia de fama internacional.
Considerado pela crítica como uma máquina de dançar, por alternar até três papéis em balés completos, foi definido pelo The New York Times como a embalagem completa do balé por ser, ao mesmo tempo, bom bailarino, ator e partner.
Além das turnês com o ABT, no qual está há 20 anos, ele se apresenta como convidado especial de companhias de diversas regiões do mundo, incluindo o Brasil, desenvolve projetos com grupos independentes de balé, atua como coreógrafo (desde 2015) e participa de eventos em prol de causas sociais e humanitárias. Um verdadeiro orgulho nacional!

 

Foto: Camila Svenson

DIANA VISHNEVA

DIANA VISHNEVA

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DIANA VISHNEVA

Primeira bailarina do ABT desde 2005, a russa Diana Vishneva vai se aposentar no final desse mês. Sua despedida será com o clássico russo Onegin, de John Cranko, e eu estarei na plateia prestigiando esse momento único. Ela se apresenta ao lado do bailarino brasileiro Marcelo Gomes, hoje, dia 19, e sua apresentação final será em 23 de junho.
Maravilhosa, aos 40 anos, coleciona títulos como o Prêmio Internacional de Ballet em Lausanne (1994), o prêmio Benois de la Dance (1995), o prêmio teatral de São Petersburgo Golden Sophit (1996), o prêmio BALTIKA (1998), o Golden Mask (2001), maior prêmio de arte da Rússia, e foi nomeada a Melhor Bailarina da Europa pela revista Dance Europe, em 2002.

AMANHÃ, O LAGO DOS CISNES!

AMANHÃ, O LAGO DOS CISNES!

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AMANHÃ, O LAGO DOS CISNES!

Amanhã (17), eu terei o prazer de assistir a O Lago dos Cisnes com o American Ballet Theatre (ABT) no Metropolitan Opera House, do Lincoln Center for the performing Arts, aqui em Nova York.
O espetáculo terá como protagonista a bailarina Misty Copeland, um dos grandes nomes do balé nos EUA da atualidade e a primeira mulher negra a ser promovida à primeira bailarina do ABT em 75 anos de história da companhia, uma das três principais de ballet clássico do país.
Considerado um dos maiores clássicos da dança e reconhecido mundialmente como a obra que melhor representa a arte do ballet, a apresentação é considerada um teste de excelência do ABT aos seus bailarinos e é uma das mais aguardadas pelo público. Tô super ansiosa!

MALA BÁSICA DA BAILARINA

MALA BÁSICA DA BAILARINA

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MALA BÁSICA DA BAILARINA

Amanhã eu embarco para uma temporada de estudos e aulas de especialização em Nova York. A minha relação com a Big Apple é um caso de amor antigo e, com toda certeza, eterno! Dessa vez, eu vou ficar duas semanas na cidade e preciso de uma mala funcional e adequada à rotina movimentada que eu terei por lá.
A gente sempre fica em dúvida se está levando coisas demais ou coisas de menos, não é?
Então eu vou contar aqui o que acho imprescindível e que vou colocar na mala com certeza.
Duas meias calças cor de rosa, duas meias calças pretas, duas leggings (uma preta e uma rosa), três collants (listrado, preto e um colorido para os dias que eu tiver com vontade de trazer mais cor para o meu visual).
Como terei aulas de manhã e cursos à tarde, não terei muito tempo para trocar de roupa. Por isso, vou levar também uma blusa mais jogadinha, um vestidinho de moletom e uma calça soltinha pra colocar por cima das roupas usadas nas aulas e poder curtir a cidade à noite. Afinal, Nova York é Nova York, né, gente?!

GRANDES BAILARINAS: CECILIA KERCHE

GRANDES BAILARINAS: CECILIA KERCHE

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GRANDES BAILARINAS: CECILIA KERCHE

Primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e convidada periodicamente como primeira bailarina pelo Teatro Colón, de Buenos Aires, Cecília Kerche é uma das personalidades mais importantes surgidas no ballet latino-americano das últimas décadas. Com técnica refinada e talento artístico notável, é Embaixatriz da Dança pelo Conselho Brasileiro da Dança e representante oficial do Brasil no Conseil International de La Danse, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Ela é maravilhosa e inspiradora.

 

Foto: Teatro Municipal do Rio de Janeiro

ONEGIN em NY

ONEGIN em NY

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ONEGIN em NY

Clássico da literatura russa, o romance Eugenio Onegin será encenado pelo American Ballet Theatre neste mês no Metropolitan Opera House, do Lincoln Center for the performing Arts, em Nova York. A apresentação será realizada entre os dias 19 e 24 de junho (dia 23 estarei na plateia e volto aqui pra contar pra vocês como foi) e marcará a despedida de Diana Vishneva, a principal bailarina da companhia desde 2005.
Publicado em 1833, o livro de Alexander Pushkin narra as desventuras do amor não-correspondido do aristocrata Onegin e da jovem Tatiana. A obra ganhou versão em ópera em 1879, pelas mãos de Tchaikovsky, e foi transformado em ballet por John Cranko que, utilizando as composições do compositor russo, traz ao palco o universo da Rússia imperial apresentada no livro.

DANÇA PARA OS PEQUENOS

DANÇA PARA OS PEQUENOS

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DANÇA PARA OS PEQUENOS

O filósofo suíço Jean Piaget (1896-1980), um dos maiores teóricos do desenvolvimento infantil, acreditava que a realidade das crianças é vivida e interpretada por meio das sensações físicas e não do pensamento. A dança promove a atenção, o equilíbrio, a coordenação motora, a flexibilidade, o ritmo e a consciência do espaço.